Histórico

Este espaço é a representaçao gráfica de um trabalho iniciado em janeiro de 2009, com o propósito de levar mensagens que convidem a reflexao nas horas em que nossa mente viaja sem destino pelo meandros da imaginaçao.
Teve como proposito inicial de ser enviado por internet para amigos e ouvintes do CEPEC - Centro de Estudos e Pesquisas Espiritas de Curitiba e o Centro Espirita Maria de Nazareth.
Hoje ja é enviado para mais de 2000 pessoas direta ou indiretamente, semanalmente.
Seu autor Carlos Aar Oliveira, conta em sua trajetoria, farta experiencia no campo dos estudos espiritas, esotéricos e científicos, tendo sido presidente do CEEFA - Centro de Estudos Espiritas Francisco de Assis, fundador do CEPEC - Centro de Estudos e Pesquisas Espiritas de Curitiba, responsavel pela criaçao de diversos grupos de estudos espiritas na capital paranaense assim como em algumas cidades metropolitanas.
Idealizador de um dos maiores grupos de Cromoterapia de Curitiba nos anos 90 , atendendo em pouco mais de 4 anos mais de 7500 pessoas.
Criador da Vectra Treinamentos Especializados , com foco profissional no comercio e na Motivaçao Individual.
Autor dos Livros "Descobrindo O Poder Das Cores", e "E B M - Estudo Basico da Mediunidade".


Palestrante, Magnetizador, Terapeuta Holistico, Professor de Cromoterapia do Espaço Anima.
Musico, Poeta e Kardecista convicto.
Após um ano de envios, lançou um CD contendo as 18 mais aplaudidas,que inclusive esta disponivel pelo email vectracao@hotmail.com

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Gotas de Paz n° 015 - Atritos

Texto: Roberto Crema
voz: Carlos Aar Oliveira



Atritos


Ninguém muda ninguém;
ninguém muda sozinho;
nós mudamos nos encontros.

Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.


Somos transformados a partir dos encontros,
desde que estejamos abertos e livres
para sermos impactados
pela idéia e sentimento do outro.

Você já viu a diferença que há entre as pedras
que estão na nascente de um rio,
e as pedras que estão em sua foz?

As pedras na nascente são toscas,
pontiagudas, cheias de arestas.

À medida que elas vão sendo carregadas
pelo rio, sofrendo a ação da água
e se atritando com as outras pedras,
ao longo de muitos anos,
elas vão sendo polidas, desbastadas.

Assim também agem nossos contatos humanos.
Sem eles, a vida seria monótona, árida.

A observação mais importante é constatar
que não existem sentimentos, bons ou ruins,
sem a existência do outro, sem o seu contato.


Passar pela vida sem se permitir
um relacionamento próximo com o outro,
é não crescer, não evoluir, não se transformar.

É começar e terminar a existência
com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.

Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser
várias marcas de pessoas extremamente importantes.

Pessoas que, no contato com elas,
me permitiram ir dando forma ao que sou,
eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor,
mais suave, mais harmônico, mais integrado.

Outras, sem dúvida,
com suas ações e palavras me criaram novas arestas,
que precisaram ser desbastadas.
Faz parte...
Reveses momentâneos servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.

Penso que existe algo mais profundo,
ainda nessa análise.
Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheias de excessos.

Os seres de grande valor,
percebem que ao final da vida,
foram perdendo todos os excessos
que formavam suas arestas,
se aproximando cada vez mais de sua essência,
e ficando cada vez menores, menores, menores...

Quando finalmente aceitamos
que somos pequenos, ínfimos,
dada a compreensão da existência
e importância do outro,
e principalmente da grandeza de DEUS,
é que finalmente nos tornamos grandes em valor.


Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira
de excesso para chegar ao seu âmago.
É lá que está o verdadeiro valor...


Pois, DEUS fez a cada um de nós com um âmago bem forte
e muito parecido com o diamante bruto,
constituído de muitos elementos,
mas essencialmente de AMOR.
DEUS deu a cada um de nós essa capacidade,
a de AMAR...
Mas temos que aprender como.

Para chegarmos a esse âmago,
temos que nos permitir,
através dos relacionamentos,
ir desbastando todos os excessos
que nos impedem de usá-lo,
de fazê-lo brilhar.

Por muito tempo em minha vida acreditei
que amar significava evitar sentimentos ruins.

Não entendia que ferir e ser ferido,
ter e provocar raiva,
ignorar e ser ignorado
faz parte da construção do aprendizado do amor.

Não compreendia que se aprende a amar
sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...
os superando.

Ora, esses sentimentos simplesmente
não ocorrem se não houver envolvimento...
E envolvimento gera atrito.

Minha palavra final: ATRITE-SE!
Não existe outra forma de descobrir o AMOR.
E sem ele a VIDA não tem significado.

(Roberto Crema)
– Presidente do Colégio Internacional dos Terapeutas – UNIPAZ. –

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